Foto: reprodução/Imagem gerada por IA
Aprovado na reforma tributária, o Imposto Seletivo —
conhecido como “Imposto do Pecado” — começará a valer em 2027. A medida tem
como objetivo desestimular o consumo de produtos e atividades considerados
prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
O novo tributo incidirá sobre bebidas alcoólicas,
cigarros, refrigerantes e outras bebidas açucaradas, além de apostas, loterias,
veículos mais poluentes, embarcações, aeronaves e a extração de recursos
minerais.
Regulamentação ainda depende do Congresso
As alíquotas ainda não foram definidas. O governo federal
informou que enviará ao Congresso, até o fim de 2026, a proposta de
regulamentação com os percentuais de cobrança.
O imposto será cobrado além da CBS e do IBS, criados pela
reforma tributária, e substituirá o IPI para a maior parte dos produtos.
Governo cita impacto na saúde pública
Segundo o Ministério da Fazenda, o imposto tem caráter
regulatório e busca reduzir o consumo de produtos que geram custos ao sistema
público de saúde.
Dados citados pelo governo apontam que:
- O consumo de álcool gerou custo estimado de R$ 18,8 bilhões em 2019;
- Doenças relacionadas ao tabagismo representam cerca de R$ 153,5 bilhões por ano;
- O tratamento de doenças associadas a bebidas açucaradas custa quase R$ 3 bilhões anuais ao SUS.
Representantes das indústrias de bebidas, cigarros e
refrigerantes afirmam que a carga tributária já é elevada e alertam para
possíveis impactos sobre preços, empregos e competitividade.
Entidades do setor também argumentam que aumentos
excessivos de impostos podem estimular o mercado ilegal e o contrabando,
especialmente nos segmentos de cigarros e bebidas alcoólicas.
As associações defendem que as futuras alíquotas sejam
definidas de forma equilibrada durante a tramitação da regulamentação no
Congresso Nacional.
Eu vi no blog do BG
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