Foto: Reprodução
O RN executou apenas 16% dos recursos destinados ao
Programa Nacional de Redução de Filas (PNRF), do Ministério da Saúde, em
2026. Os dados são do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do RN
(Cosems/RN), com base em informações divulgadas à imprensa pela Tribuna do
Norte.
O programa prevê R$ 58 milhões para o estado neste ano.
Desse total, R$ 32 milhões já foram liberados, mas apenas R$ 9,3 milhões foram
efetivamente executados até agora.
Ao mesmo tempo, o estado acumula uma fila de cerca de 19
mil pacientes aguardando cirurgias eletivas.
Segundo a presidente do Cosems/RN, Maria Eliza Garcia, o
nível de execução está abaixo do registrado no mesmo período de 2025, com
dificuldades relacionadas à oferta de prestadores e à gestão da rede.
“Hoje nós temos dinheiro e os prestadores não estão sendo
tão atrativos para atender a grande demanda que ainda existe de cirurgias
eletivas no Estado”, afirmou.
Ela aponta que, mesmo com chamamentos públicos, hospitais
privados não têm aderido em volume suficiente ao programa, alegando custos e
risco financeiro.
Fila cresce e pressão sobe
O problema se agrava na rede de atendimento,
especialmente nas cirurgias de maior complexidade, que continuam concentradas
na rede pública estadual. Segundo o Cosems/RN, procedimentos como
cirurgias de tireoide e urológicas estão entre os mais aguardados pelos
pacientes.
A presidente da entidade defende uma força-tarefa entre
Estado e prestadores para acelerar os atendimentos. “Está faltando essa
vontade de fazer uma força-tarefa”, disse Maria Eliza Garcia.
O Conselho Regional de Medicina do RN (Cremern) também
classifica o cenário como preocupante e cobra ampliação da estrutura
hospitalar, equipes médicas e melhor regulação dos pacientes.
“Os principais desafios são ampliar a capacidade da rede
hospitalar, garantir equipes médicas suficientes, disponibilidade de leitos e
centros cirúrgicos funcionando plenamente”, afirmou a presidente do órgão,
Giana da Escóssia Melo.
Já o Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed/RN) critica a
concentração dos procedimentos na rede pública de urgência, o que, segundo a
entidade, sobrecarrega os hospitais.
A entidade defende ampliação da rede de apoio e convênios para reduzir a pressão sobre o sistema público e acelerar as cirurgias eletivas.

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