Foto: Divulgação
A disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026
deve ter baixa renovação. Levantamento do Departamento Intersindical de
Assessoria Parlamentar (DIAP) mostra que 448 dos 513 deputados federais
pretendem disputar a reeleição.
O número representa 87,32% da composição da Casa e é o
maior índice de recandidaturas desde o início da série histórica do órgão, em
1990.
Os outros 65 deputados decidiram seguir caminhos
diferentes. Parte vai concorrer ao Senado ou aos governos estaduais. Há ainda
parlamentares que disputarão cargos de deputado estadual, vice-governador ou vice-presidente,
além dos que optaram por não participar das eleições. O levantamento ressalta
que o cenário ainda pode mudar até o fim das convenções partidárias.
Na avaliação do DIAP, o número elevado de deputados que
tentam permanecer no cargo indica que a Câmara deverá ter baixa renovação após
as eleições.
“A combinação entre a redução do número de postulantes ao
cargo de deputado federal, em razão do limite de candidaturas por vaga, e o
aumento do número de candidatos à reeleição corrobora a expectativa de baixa
renovação na Casa”, diz o estudo.
O levantamento também atribui esse cenário às mudanças
nas regras eleitorais e às vantagens de quem já ocupa um mandato.
Segundo o DIAP, “uma disputa presidencial muito acirrada,
combinada com novas exigências da legislação eleitoral, que limitam o número de
candidaturas, e com maiores garantias de reeleição proporcionadas pelo
orçamento impositivo […] explica esse número recorde de candidatos”.
Entre essas vantagens estão o acesso às emendas
parlamentares, a prioridade na divisão dos recursos do Fundo Eleitoral, a
estrutura dos gabinetes e a maior visibilidade dos atuais deputados. Para o
DIAP, esses fatores aumentam as chances de reeleição dos parlamentares que já
ocupam uma cadeira na Câmara.
Metrópoles
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