Foto: Reprodução
Um memorando da Coordenação da Farmácia Hospitalar do
Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, alerta para o
desabastecimento de medicamentos e materiais médico-hospitalares essenciais ao
funcionamento da unidade. O documento, assinado eletronicamente nessa
terça-feira (7), informa que o abastecimento mensal referente ao mês de julho
apresentou falta significativa de insumos, com impacto direto na assistência
hospitalar.
De acordo com o memorando obtido pela TRIBUNA DO NORTE, a
indisponibilidade dos itens pode comprometer a continuidade dos atendimentos,
provocar suspensão de procedimentos, limitar o atendimento de urgência e
emergência e aumentar os riscos assistenciais, com prejuízo à segurança dos
pacientes.
Entre os medicamentos em falta estão atropina,
epinefrina, lidocaína, morfina, ceftriaxona, ciprofloxacino, piperacilina com
tazobactam, metoprolol, hidralazina, nitroprussiato de sódio e contraste
radiológico à base de iobitridol. A lista inclui remédios usados em situações
críticas, procedimentos anestésicos, controle da dor, tratamento de infecções
graves e exames de imagem.
O documento também relata a falta de materiais
médico-hospitalares como álcool 70%, agulhas, ataduras, campos operatórios,
cateteres intravenosos, compressas de gaze, drenos de tórax, fios cirúrgicos,
máscaras de oxigênio, sondas Foley, seringas e tubos endotraqueais. Esses
insumos são utilizados em cirurgias, curativos, procedimentos invasivos,
assistência respiratória e no atendimento a pacientes graves.
Impactos assistenciais
Segundo a Farmácia Hospitalar, a ausência desses
materiais pode afetar setores estratégicos do HRTM, como Centro Cirúrgico,
Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Pronto-Socorro, Sala Vermelha, Clínica
Médica, Clínica Cirúrgica, Ortopedia e Radiologia. O memorando cita ainda risco
de cancelamento de cirurgias, aumento do tempo de internação, necessidade de
transferência de pacientes para outras unidades, judicialização da assistência
e elevação dos custos hospitalares.
A falta de contraste radiológico, por exemplo, pode
limitar a realização de exames de imagem contrastados. Já a ausência de
antimicrobianos de amplo espectro pode restringir o tratamento de infecções
graves. O documento também aponta prejuízo ao manejo da dor aguda, aos cuidados
paliativos e à analgesia perioperatória, além de dificuldades na assistência
respiratória por falta de máscaras de oxigenoterapia e tubos endotraqueais.

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