quarta-feira, 8 de julho de 2026

Falta de remédios e materiais ameaça assistência a pacientes no Hospital Tarcísio Maia, diz memorando

De acordo com memorando, faltam materiais como agulhas, ataduras, compressas de gaze, fios cirúrgicos, máscaras de oxigênio e seringas.

Foto: Reprodução

Um memorando da Coordenação da Farmácia Hospitalar do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, alerta para o desabastecimento de medicamentos e materiais médico-hospitalares essenciais ao funcionamento da unidade. O documento, assinado eletronicamente nessa terça-feira (7), informa que o abastecimento mensal referente ao mês de julho apresentou falta significativa de insumos, com impacto direto na assistência hospitalar.

De acordo com o memorando obtido pela TRIBUNA DO NORTE, a indisponibilidade dos itens pode comprometer a continuidade dos atendimentos, provocar suspensão de procedimentos, limitar o atendimento de urgência e emergência e aumentar os riscos assistenciais, com prejuízo à segurança dos pacientes.

Entre os medicamentos em falta estão atropina, epinefrina, lidocaína, morfina, ceftriaxona, ciprofloxacino, piperacilina com tazobactam, metoprolol, hidralazina, nitroprussiato de sódio e contraste radiológico à base de iobitridol. A lista inclui remédios usados em situações críticas, procedimentos anestésicos, controle da dor, tratamento de infecções graves e exames de imagem.

O documento também relata a falta de materiais médico-hospitalares como álcool 70%, agulhas, ataduras, campos operatórios, cateteres intravenosos, compressas de gaze, drenos de tórax, fios cirúrgicos, máscaras de oxigênio, sondas Foley, seringas e tubos endotraqueais. Esses insumos são utilizados em cirurgias, curativos, procedimentos invasivos, assistência respiratória e no atendimento a pacientes graves.

Impactos assistenciais

Segundo a Farmácia Hospitalar, a ausência desses materiais pode afetar setores estratégicos do HRTM, como Centro Cirúrgico, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Pronto-Socorro, Sala Vermelha, Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ortopedia e Radiologia. O memorando cita ainda risco de cancelamento de cirurgias, aumento do tempo de internação, necessidade de transferência de pacientes para outras unidades, judicialização da assistência e elevação dos custos hospitalares.

A falta de contraste radiológico, por exemplo, pode limitar a realização de exames de imagem contrastados. Já a ausência de antimicrobianos de amplo espectro pode restringir o tratamento de infecções graves. O documento também aponta prejuízo ao manejo da dor aguda, aos cuidados paliativos e à analgesia perioperatória, além de dificuldades na assistência respiratória por falta de máscaras de oxigenoterapia e tubos endotraqueais.


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