Foto:
José Aldenir/Agora RN
Trabalhadores
terceirizados da rede estadual de saúde do Rio Grande do Norte iniciaram uma
greve para cobrar salários atrasados, decorrentes da falta de repasses do
governo às empresas prestadoras de serviço. Embora a Secretaria Estadual de
Saúde (Sesap) tenha informado a transferência de cerca de R$ 6 milhões na
última sexta-feira (14), parte das companhias ainda não regularizou os
pagamentos.
A
paralisação compromete serviços de apoio fundamentais para o funcionamento dos
hospitais, como limpeza, alimentação, recepção e manutenção, exigindo soluções
emergenciais para garantir a assistência aos pacientes internados.
O
problema reflete um ciclo recorrente de crises na saúde estadual, marcado por
episódios semelhantes em 2025 e nos meses de janeiro e julho de 2026. Além dos
salários vencidos, os trabalhadores relatam queixas como vale-alimentação não
pago, férias pendentes e ausência de depósitos do FGTS, o que motivou cobranças
por uma mudança estrutural no modelo de contratação por meio de concursos
públicos.
A
situação se agrava em meio a um cenário de forte pressão financeira,
intensificado por um levantamento que apontou o RN aplicando apenas 7,04% das
receitas em saúde até junho, o menor percentual do país frente ao mínimo
constitucional de 12%.
Com informações do Agora RN
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