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A confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) no último domingo (25) deflagrou a pior reação do mercado
financeiro brasileiro em uma primeira sessão pós-eleição presidencial desde
2002. Nesta segunda-feira (26), o Ibovespa despencou quase 14%, enquanto o
dólar registrou uma expressiva valorização de 8,2%, fechando cotado a R$ 5,40.
Historicamente, o maior recuo da Bolsa em um pregão
pós-segundo turno nos últimos 24 anos havia sido de 4,4%, registrado em 2002.
Já a maior alta do dólar no mesmo tipo de ocasião havia atingido 2,16%, em
2014. De acordo com analistas econômicos, o ajuste de forte intensidade reflete
a surpresa com a virada do resultado eleitoral em relação ao primeiro turno e a
rápida desmontagem de posições investidoras que apostavam na vitória da
oposição, somadas ao ceticismo do mercado quanto à condução da política fiscal
no novo mandato.
A intensidade do movimento repercutiu de forma imediata
nos mercados internacionais e no mercado futuro de juros. “Em toda a minha
trajetória no mercado, de algumas décadas, não me recordo de uma reprecificação
tão intensa em apenas um dia: o EWZ [principal fundo de índices de ações
brasileiras negociados em Nova York] caiu 27% antes da abertura, o dólar abriu
em alta de mais de 10% e os juros futuros subiram cerca de 220 pontos-base. É
um ajuste extraordinário, que revela uma mudança significativa na percepção de
risco”, avalia Ronaldo Guimarães, economista, sócio e conselheiro da KAT
Investimentos.
O ponto central de atenção para investidores e agentes do
mercado financeiro agora se volta para o comportamento dos ativos nos próximos
dias. O debate concentra-se em determinar se o choque inicial representa um
exagero temporário sujeito a correções técnicas de curto prazo ou se sinaliza
uma revisão estrutural e permanente nas expectativas para a trajetória
econômica do país.
Com informações do UOL

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