Neste 5 de outubro, a ACEMA homenageia empresários, microempreendedores, autônomos e todos aqueles que transformam trabalho, talento e coragem em renda, empregos e oportunidades. O dia 5 de outubro marca uma data importante para reconhecer uma das principais forças da economia brasileira: o empreendedor.
Mais do que uma data comemorativa, o Dia do Empreendedor e da Micro e Pequena Empresa é uma oportunidade para refletirmos sobre o papel daqueles que todos os dias abrem suas portas, iniciam seus negócios, prestam serviços, criam oportunidades, geram renda e movimentam a economia. A Associação Comercial e Empresarial de Apodi – ACEMA aproveita esta data para homenagear todos aqueles que empreendem em Apodi e em toda a região, mas também para provocar uma reflexão necessária:
Estamos realmente olhando para todos os empreendedores?
Porque quando falamos em empreendedorismo, não podemos lembrar somente daqueles que possuem uma grande empresa, uma loja estruturada, uma indústria ou um CNPJ consolidado. Existe uma parcela enorme de empreendedores que permanece praticamente invisível aos olhos das políticas públicas e, muitas vezes, até da própria sociedade.
Os empreendedores “invisíveis”. São os autônomos.
O eletricista.
O encanador.
O pedreiro.
A costureira.
A manicure.
O barbeiro.
O cabeleireiro.
O vendedor ambulante.
O pequeno comerciante.
O profissional que trabalha em casa.
O artesão.
O mototaxista.
O motorista.
O pequeno produtor.
A pessoa que prepara alimentos para vender.
Quem trabalha com pequenos reparos.
Quem presta serviços pela internet.
Quem começa um negócio com as próprias mãos e poucos recursos.
São milhares de brasileiros que, muitas vezes, não possuem uma estrutura empresarial sofisticada, mas possuem algo fundamental: capacidade de trabalhar, produzir e gerar renda.
Muitos começam sozinhos.
E alguns deles, depois de conquistar clientes e aumentar sua demanda, passam a contratar uma, duas, três ou mais pessoas. Ou seja: o empreendedor que começou invisível pode se transformar em um gerador de empregos. O próprio Ministério do Trabalho e Emprego reconhece, em estudo sobre micro e pequenas empresas, a importância de analisar também os trabalhadores por conta própria e as relações informais de trabalho.
E os números ajudam a dimensionar a importância desse universo. Dados apresentados pelo Sebrae apontam que os pequenos negócios representam parcela expressiva das empresas brasileiras, dos empregos formais e da atividade econômica nacional.
Não existe empreendedor pequeno quando existe uma grande história de trabalho
É preciso mudar a maneira como enxergamos esses profissionais.
O tamanho da empresa não determina o tamanho da contribuição.
Uma pessoa que trabalha sozinha pode sustentar uma família.
Um profissional autônomo pode contratar um ajudante.
Uma pequena oficina pode gerar vários empregos.
Uma costureira pode formar uma equipe.
Um pequeno restaurante pode comprar produtos de dezenas de fornecedores.
Uma pessoa que começa vendendo seus produtos de casa pode, amanhã, abrir uma empresa.
Todo grande empreendimento, em algum momento, começou pequeno.
Por isso, o empreendedor que está dando os primeiros passos precisa ser visto como alguém que merece oportunidade, orientação, crédito, capacitação, acesso a mercados e políticas públicas.
Não apenas como alguém que precisa pagar impostos.
Formalizar é importante. Mas criar condições para crescer é fundamental
A formalização pode representar uma importante porta de entrada para direitos, acesso a crédito, emissão de notas fiscais, participação em mercados e contratação com empresas e governos.
O MEI, por exemplo, foi criado justamente como instrumento de formalização de trabalhadores que atuavam por conta própria.
Mas precisamos ir além.
Não basta transformar o empreendedor informal em CNPJ.
É preciso criar condições para que esse CNPJ sobreviva, cresça e gere oportunidades.
De nada adianta formalizar um profissional se ele continuar sem acesso a crédito, capacitação, mercado, tecnologia, orientação contábil e oportunidades de contratação.
O verdadeiro objetivo deve ser permitir que o empreendedor evolua da sobrevivência para o crescimento sustentável.
E aqui fica uma pergunta necessária
Neste Dia do Empreendedor e da Micro e Pequena Empresa, a ACEMA entende que é importante celebrar.
Mas também entende que celebrar não pode significar deixar de cobrar respostas.
Por isso, aproveitamos esta data para fazer uma pergunta que deveria estar presente na agenda de todos aqueles que formulam políticas públicas:
QUAIS SÃO OS PROJETOS, AS PROPOSTAS E AS AÇÕES CONCRETAS PARA OS EMPREENDEDORES?
E fazemos questão de deixar claro:
FALAMOS DE PROJETOS E AÇÕES. NÃO DE PROMESSAS ELEITORAIS.
O empreendedor não precisa apenas ouvir que será apoiado.
Ele precisa saber como, quando, por quem e de que maneira esse apoio será realizado.
Precisa de programas que possam ser acompanhados.
Precisa de ações que possam ser medidas.
Precisa de políticas públicas que saiam do discurso e cheguem efetivamente ao trabalhador.
O que poderia ser feito?
Existem caminhos concretos que podem ser discutidos e construídos em conjunto entre poder público, entidades empresariais, instituições financeiras, Sistema S, universidades e sociedade civil.
Por exemplo:
* Programas de formalização e orientação empresarial para autônomos e empreendedores informais;
* Capacitação gratuita em gestão, vendas, marketing digital, finanças e tecnologia;
* Acesso simplificado ao crédito, especialmente para quem está começando;
* Programas de compras públicas, criando oportunidades para pequenos fornecedores;
* Feiras e espaços de comercialização para pequenos empreendedores;
* Incentivo à digitalização, permitindo que pequenos negócios tenham presença profissional no ambiente digital;
* Programas de qualificação profissional vinculados às demandas reais do mercado;
* Espaços de atendimento ao empreendedor, reunindo orientação empresarial, tributária, financeira e de formalização;
* Incentivos para empresas que crescem e passam a gerar novos empregos;
* Programas de apoio à sucessão de empresas familiares;
* Políticas específicas para mulheres, jovens e empreendedores que trabalham individualmente;
* Facilitação do acesso dos pequenos negócios às compras governamentais.
Não estamos falando de ideias abstratas.
Existem, inclusive, iniciativas nacionais que mostram que é possível criar mecanismos específicos para ampliar as oportunidades dos pequenos negócios. A plataforma Contrata+Brasil, por exemplo, busca conectar MEIs a oportunidades de contratação pelo poder público para determinados serviços, reduzindo burocracias e ampliando o acesso a mercados.
A questão é:
O que podemos adaptar, criar e executar em nossa realidade local?
Apodi precisa olhar para quem empreende
Essa discussão também precisa fazer parte da agenda de desenvolvimento de Apodi.
Precisamos identificar quem são os nossos empreendedores.
Quantos são?
Onde estão?
Quais atividades desenvolvem?
Quantos estão formalizados?
Quantos ainda trabalham na informalidade?
Quantos gostariam de crescer?
Quantos precisam de crédito?
Quantos precisam de capacitação?
Quantos poderiam se tornar fornecedores do poder público?
Quantos poderiam contratar trabalhadores se tivessem acesso às condições necessárias?
Conhecer essa realidade é o primeiro passo para construir políticas públicas eficientes.
Não se pode criar uma política adequada para um público que não foi devidamente identificado.
O empreendedorismo como política de desenvolvimento
Fortalecer o empreendedorismo não significa apenas beneficiar empresários.
Significa fortalecer a economia.
Quando um empreendedor cresce, ele compra mais.
Quando compra mais, movimenta fornecedores.
Quando aumenta sua produção, pode contratar.
Quando contrata, gera renda.
Quando gera renda, movimenta o comércio.
E quando o dinheiro circula dentro da própria comunidade, toda a economia local pode se beneficiar.
É uma cadeia que começa com uma pessoa acreditando em uma ideia.
A ACEMA acredita no associativismo
É nesse contexto que a Associação Comercial e Empresarial de Apodi – ACEMA reafirma a importância do associativismo.
Nenhum empreendedor precisa enfrentar sozinho todos os desafios.
A união permite compartilhar conhecimento, criar parcerias, ampliar oportunidades e construir uma representação mais forte.
A ACEMA entende que sua missão vai além de representar empresas já estabelecidas.
É também contribuir para que novos empreendedores possam surgir, crescer e se desenvolver.
É olhar para quem já está consolidado, mas também para quem está começando.
É olhar para o empresário.
Para o MEI.
Para o autônomo.
Para o profissional liberal.
Para o pequeno produtor.
Para o empreendedor que trabalha de casa.
Para aquele que ainda não conseguiu formalizar seu negócio.
Para todos aqueles que, de alguma forma, fazem a economia acontecer.
Uma homenagem, mas também um compromisso
Neste 5 de outubro, a ACEMA parabeniza todos os empreendedores.
Aqueles que possuem grandes empresas e aqueles que trabalham sozinhos.
Aqueles que já chegaram longe e aqueles que estão apenas começando.
Aqueles que são conhecidos por todos e aqueles que ainda são “invisíveis” para grande parte da sociedade.
Porque empreendedorismo não se mede apenas pelo tamanho da empresa.
Mede-se pela capacidade de transformar trabalho em oportunidade.
E talvez essa seja uma das maiores forças do empreendedor brasileiro: a capacidade de começar pequeno, persistir diante das dificuldades e construir algo maior.
Por isso, neste Dia do Empreendedor e da Micro e Pequena Empresa, fica a nossa homenagem.
Mas fica também a nossa provocação:
QUAIS PROJETOS?
QUAIS AÇÕES?
QUAIS PROGRAMAS?
QUAIS OPORTUNIDADES?
Não queremos apenas discursos.
Queremos projetos.
Não queremos apenas promessas.
Queremos ações.
Não queremos apenas falar sobre empreendedorismo.
Queremos criar condições para que quem empreende possa crescer, gerar empregos, aumentar sua renda e transformar sua comunidade.
Porque, no final das contas, quem empreende faz muito mais do que abrir uma empresa.
Quem empreende abre caminhos.
Gera empregos.
Movimenta a economia.
Cria oportunidades.
Transforma vidas.
E ajuda a construir o futuro.
5 DE OUTUBRO — DIA DO EMPREENDEDOR E DA MICRO E PEQUENA EMPRESA
ACEMA - A força de quem empreende.A voz de quem produz.
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