O RN chegou a 768.555 empregos formais em junho de 2026,
alta de 6,3% desde janeiro de 2025. O crescimento foi o menor do Nordeste,
abaixo da média regional de 12,4% e nacional de 7,8%.
O ritmo de crescimento do mercado formal potiguar ficou abaixo do observado na maior parte dos estados brasileiros - Foto: Arquivo TN
Cláudio Oliveira
Repórter
O Rio Grande do Norte chegou a 768.555 vínculos de
emprego formal em junho de 2026, segundo dados da Rais Mensal divulgados pelo
Ministério do Trabalho e Emprego. Segundo o indicador, que reúne informações
sobre empregos formais com carteira assinada e vínculos do funcionalismo
público, o estoque representa crescimento de 6,3% em relação a janeiro de 2025,
quando o estado tinha 723.213 empregos formais. A remuneração média, no
entanto, é 5ª mais baixa do país, ficando atrás de estados vizinhos, como Paraíba
e Ceará.
A estrutura do emprego formal brasileiro continua
fortemente concentrada no setor de serviços, que reúne 38,2 milhões de vínculos
em junho de 2026, seguido por comércio, indústria, construção e agropecuária.
No estoque nacional, os serviços avançaram 11,3% entre janeiro de 2025 e junho
de 2026. Comércio e indústria cresceram em ritmo bem menor, 2,2% e 2,6%,
respectivamente. A construção teve alta de 6,3%, enquanto a agropecuária
avançou 1%.
O cenário ajuda a explicar a composição do mercado
formal: o ensino médio completo continua sendo a maior categoria de
escolaridade, respondendo por mais da metade do estoque (53,6%), enquanto a
participação dos trabalhadores com ensino superior completo aumentou de 23,5%
para 24,2%. No país, mais da metade dos vínculos formais (54%) é ocupada por
pessoas com ensino médio completo.
Um dos principais movimentos registrados pela Rais é o
aumento da participação feminina no mercado formal. Em junho, as mulheres
ocupavam 46,4% dos vínculos formais do país, contra 45,1% em janeiro de 2025.
São 29,18 milhões de vínculos, ante 33,71 milhões ocupados por homens. Apesar
do avanço na participação, a desigualdade salarial permanece. Em junho, a
remuneração média das mulheres correspondia a 87,9% da recebida pelos homens:
R$ 4.124,39 contra R$ 4.691,40.
No recorte racial, trabalhadores pardos passaram de 40,9%
para 43,5% dos vínculos. A base de dados também registrou melhora significativa
no preenchimento da informação de raça ou cor. Em pouco mais de três anos, o
número de vínculos sem essa informação caiu de 17,2 milhões para 3,1 milhões.
Contudo, está R$ 23,81 acima da média regional. A remuneração média do Nordeste é de R$ 3.645,59. No topo nacional aparece o Distrito Federal, com R$ 7.983,46. A remuneração média nacional informada pela Rais Mensal é de R$ 4.389,49, o que representa uma redução em comparação ao início da série em janeiro de 2025 quando o trabalhador brasileiro recebia em média R$ 4.569,97.
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