O Rio Grande do Norte alcançou a 3ª posição nacional no
indicador de patentes do Ranking de Competitividade dos Estados 2026. O Estado
também ocupa o 1º lugar no Nordeste, segundo levantamento do Centro de
Liderança Pública (CLP), elaborado com pesquisa técnica da Tendências
Consultoria.
O indicador considera o número de patentes concedidas em
relação ao tamanho da economia de cada estado. No ranking nacional, o RN
aparece atrás apenas do Rio Grande do Sul, em primeiro lugar, e do Paraná, em
segundo.
Para fazer a comparação, são contabilizadas as concessões
de Patente de Invenção, Modelo de Utilidade e Certificado de Adição a cada R$ 1
bilhão do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Os dados utilizados são
referentes a 2024 e têm como fonte o Instituto Nacional da Propriedade
Industrial (INPI).
Nesse indicador, o Rio Grande do Norte apresentou dado
bruto de 0,32 patente concedida para cada R$ 1 bilhão do PIB e alcançou nota
normalizada de 69,62. Em relação à edição anterior do levantamento, o Estado
avançou quatro posições no ranking nacional e uma no regional.
Além do RN no Nordeste, os líderes das demais regiões
foram Rio Grande do Sul, no Sul; São Paulo, no Sudeste; Goiás, no Centro-Oeste;
e Amazonas, no Norte.
Desempenho em inovação
O indicador de patentes integra o pilar de Inovação do
Ranking de Competitividade. Apesar do desempenho entre os primeiros colocados
em patentes, o Rio Grande do Norte aparece na 13ª posição nacional no conjunto
do pilar de Inovação e em 5º lugar na comparação regional, com nota normalizada
de 56,4.
O pilar reúne sete indicadores. Além das patentes, são
considerados investimentos públicos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D),
bolsas de mestrado e doutorado, estrutura de apoio à inovação, pesquisa
científica, informação e comunicação e empresas de alto crescimento.
Entre esses componentes, outro resultado de destaque do
RN aparece na estrutura de apoio à inovação, na qual o Estado ocupa a 8ª
posição nacional e a 2ª do Nordeste.
Em pesquisa científica, o Rio Grande do Norte está em 11º
lugar no País. O Estado aparece ainda em 14º em investimentos públicos em
P&D, 15º em empresas de alto crescimento, 19º em informação e comunicação e
21º em bolsas de mestrado e doutorado.
De acordo com a metodologia do levantamento, o pilar
Inovação representa 7,1% da composição do Ranking de Competitividade dos
Estados. O estudo considera a inovação um dos elementos relacionados ao
crescimento econômico de longo prazo, por estar associada a ganhos de
produtividade e ao desenvolvimento de novos produtos, serviços, técnicas e
processos.
O Ranking de Competitividade dos Estados avalia as 27
unidades da Federação a partir de dez pilares: Infraestrutura, Sustentabilidade
Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina
Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e
Inovação. O levantamento é publicado pelo CLP desde 2011.
Fonte: Tribuna do Norte
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