Após anunciar imposto zero para motocicletas de até 170
cilindradas, candidato amplia proposta e defende expansão da economia para
recuperar arrecadação do Estado
Allyson Bezerra durante entrevista à Band RN, em imagem de arquivo — Foto: Band RN/Reprodução
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra
(União) prometeu, nesta terça-feira 21, perdoar dívidas antigas e liberar
motocicletas apreendidas, ampliando a proposta de isenção do Imposto sobre a
Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motos de até 170 cilindradas,
anunciada no fim de semana.
Segundo o candidato, a medida vai beneficiar
principalmente trabalhadores que dependem dos veículos e não conseguem pagar os
débitos.
“Além de zerar o IPVA, nós vamos fazer o perdão da
dívida”, declarou. Segundo Allyson, a cobrança tem pouca perspectiva de
recuperação porque parte dos proprietários não dispõe de recursos para
regularizar a situação. “As pessoas não têm condições de pagar. E nós vamos também
fazer a liberação daquelas motos que estão apreendidas.”
O candidato citou moradores da zona rural e das
periferias, entregadores e motoboys entre os possíveis beneficiados. Acusou a
atual gestão, da governadora Fátima Bezerra (PT), de perseguir trabalhadores
por meio das apreensões e utilizou a Paraíba como referência para defender a
isenção.
Ao abordar a arrecadação estadual, Allyson defendeu ainda
que o crescimento das receitas seja sustentado pela expansão da atividade
econômica. Criticou o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS) na atual gestão e afirmou que a elevação da carga tributária
encarece o consumo. “Na hora que esse imposto foi aumentado, a vida do cidadão
potiguar ficou mais cara”, disse.
A principal medida apresentada para estimular
investimentos foi a reorganização do licenciamento ambiental. Segundo o
candidato, mais de 500 processos aguardam análise no Instituto de
Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). Ele propôs que os municípios
assumam licenciamentos de baixa e média complexidade, com consórcios para
atender aqueles sem estrutura técnica, enquanto o órgão estadual se
concentraria nos grandes empreendimentos.
“Os empreendimentos, na hora que forem liberados, já vão
gerar receita para o Estado, vão gerar arrecadação Estado. Isso tudo sem
aumento de imposto”, afirmou. Também prometeu rever normas que considera
obstáculos ao empreendedorismo. “Nós vamos fazer um grande revogaço de
legislações que travam o Estado e liberar a economia.”
Questionado sobre o déficit fiscal e a recuperação da
capacidade de investimento, Allyson atribuiu o desequilíbrio à atual gestão.
Mencionou despesas previdenciárias, atrasos no repasse de empréstimos
consignados e dificuldades no fornecimento de combustível para viaturas.
“Esse Estado está em crise fiscal, financeira”, declarou.
Como resposta, defendeu industrialização, novos investimentos e uma equipe
orientada por resultados. “Vamos formar um secretariado técnico, com capacidade
de resolver problema e que a gente avalie com metas.”
Allyson também afirmou que pretende aproximar o governo
das federações da indústria, agricultura e comércio e do Sistema S, convidando
essas instituições a colaborar com a formação da equipe e a agenda de desenvolvimento.
Agora RN

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