quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Câmara de Apodi marca eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027–2028

Votação será realizada na quinta-feira (1º), durante a Sessão Ordinária, no plenário Bevenuto José de Paiva, com acesso aberto ao público

A Câmara Municipal de Apodi realiza, nesta quinta-feira, 1º de outubro, a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027–2028. A convocação foi oficializada pela atual Mesa Diretora e publicada no Diário Oficial do Município (DOM).

O momento marca a escolha da nova composição responsável pela condução dos trabalhos do Legislativo Municipal durante os próximos dois anos.

Acompanhe os canais oficiais da Câmara e fique por dentro das informações sobre o processo eleitoral.

Vazamento de gás provoca incêndio em casa e mobiliza Bombeiros em Apodi

Cinco pessoas estavam no imóvel, incluindo uma criança, uma pessoa cadeirante e uma idosa; ninguém ficou ferido. Foto: Reprodução

Um vazamento em um botijão de gás provocou um incêndio em uma casa na noite dessa segunda-feira (28), no bairro Garilândia, em Apodi, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Cinco pessoas estavam no imóvel e conseguiram sair sem ferimentos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a família preparava o jantar quando o registro regulador do botijão, que faz a ligação com o fogão, rompeu. O gás se espalhou pela cozinha e entrou em contato com a chama do fogão, dando início ao incêndio.

A ocorrência foi registrada por volta das 18h50, na rua Jurandir Vera Vieira. Quando a equipe dos Bombeiros chegou ao endereço, a cozinha estava em chamas.

O fogo atingiu a cozinha e parte do telhado, deixando o cômodo parcialmente destruído. Apesar da intensidade das chamas, não houve explosão do botijão.

Entre as cinco pessoas que estavam na residência havia uma criança, uma pessoa cadeirante e uma idosa. De acordo com o Bom dia Inter, todos conseguiram deixar o imóvel antes que o fogo se espalhasse.

Após controlar as chamas, os bombeiros isolaram a área e orientaram os moradores a não retornarem à casa naquela noite. A recomendação é que o imóvel passe por avaliação de um profissional para verificar possíveis danos à estrutura.

A equipe também considerou a presença de fumaça e as altas temperaturas provocadas pelo incêndio como fatores de risco para a permanência dos moradores no local.

Fonte: https://diariodorn.com.br/vazamento-de-gas-provoca-incendio-em-casa-e-mobiliza-bombeiros-em-apodi/


Primeiro turno terá agentes da Força de Segurança Nacional em 10 cidades

A cinco dias do 1º turno das eleições, o TRE/RN afirma que os preparativos para garantir a confiabilidade do pleito estão concluídos.

As informações foram repassadas durante coletiva de imprensa, na sede do Tribunal Regional Eleitoral Foto: Magnus Nascimento

Faltando cinco dias para o 1º turno das eleições, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN) assegura que todos os processos para garantir a segurança, mobilidade e confiabilidade no pleito foram realizados. Além da atuação integrada dos agentes policiais do Estado, a instituição aponta que dez municípios vão receber reforço da Força Nacional de Segurança. As informações foram repassadas durante coletiva de imprensa, na sede do TRE/RN, no fim da manhã desta terça-feira (29).

De acordo com a presidente do TRE/RN, desembargadora Martha Danyelle, todos os processos para garantir a segurança dos eleitores foram realizados pela instituição previamente. “Organizamos uma reunião com todos os juízes eleitorais de todas as instituições parceiras, incluindo o general do Exército, para explicar como a Força Nacional de Segurança vai ser empregada em cada um dos dez municípios [contemplados]”, completa.

Estão entre os municípios que vão contar com agentes nacionais das vésperas das eleições até o dia seguinte ao pleito Serra Negra do Norte, Jardim de Piranhas, Alexandria, Ipanguaçu, Sítio Novo e Doutor Severiano. No caso deste último, a decisão foi motivada pelo falecimento do secretário de Agricultura Wilson Flávio Leite Gonçalves, irmão da prefeita da cidade, morto a tiros durante um comício político no último dia 20 de setembro.

“Embora não haja uma evidente conotação política, essa força de segurança foi deferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o eleitorado se sinta seguro, como aconteceu no município de João Dias, nas vésperas das eleições de 2024, que continua com a força nacional mantida”, aponta Martha Danyelle.

Em relação à mobilidade dos eleitores, a presidente do TRE/RN esclarece que o acesso ao transporte público é de responsabilidade das prefeituras, mas a entidade encaminhou ofícios às prefeituras de Mossoró, Natal e Parnamirim para assegurar que a frota não seja reduzida. Aliado a isso, ela lembra que o programa Seu Voto Importa foi disponibilizado com antecedência para as inscrições dos eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida.

O diretor-geral do TRE/RN, Marcos Maia, explica que todas as urnas estão preparadas para seguir para os locais de votação no próximo sábado (3), onde serão preparadas pelos cartórios eleitorais para o pleito no domingo. Entre os municípios, ele destaca que Natal está entre os que concentram o maior número de urnas eletrônicas, sendo cerca de 1,3 mil distribuídas entre as cinco zonas eleitorais.

Outro processo que acompanha os preparativos para o pleito é o teste de integridade das urnas eletrônicas, que segue os procedimentos estabelecidos pela Justiça Eleitoral para demonstrar que o voto depositado na urna eletrônica é exatamente o computado no resultado.

“Essa parte é muito importante para demonstrar que o sistema é seguro. Para ser seguro tem que ser auditado, então nós escolhemos, através de sorteio, na véspera da eleição, 20 urnas eletrônicas, nas quais a comissão designada pelo TRE/RN fará votações para provar que o voto dado ao ‘candidato A’, por exemplo, é registrado pela urna como ‘candidato A’”, completa.

Em caso de intercorrências com urnas, Marcos Maia explica que há uma faixa de 6% de urnas de reserva distribuídas em vários pontos de apoio do TRE/RN, totalizando cerca de 350 para as zonas eleitorais. “Então, se uma urna apresentar um problema operacional, nós temos equipes e equipamentos de reserva para que a eleição, em pouco tempo, continue sem trazer nenhum transtorno para os eleitores”, completa.

Para evitar filas nas seções, o vice-presidente do TRE/RN, o desembargador João Rebouças, observa a importância dos eleitores conferirem se houve mudança no local de votação. “Os juízes eleitorais, nas suas competências, por conveniência da própria zona eleitoral, fizeram algumas modificações nos locais de votação. Isso preocupou a corregedoria e nós divulgamos essa mudança de forma bem transparente e temos pedido para que a imprensa também divulgue”, destaca.

Ele chama atenção, ainda, para a proibição da distribuição de santinhos nos locais de votação, ação vedada pela Justiça Eleitoral e que vai ser fiscalizada com o apoio das forças de segurança. O recomendado é que os eleitores cheguem às seções de votação com a “cola” dos votos no bolso, além de documento oficial com foto e título de eleitor.

Dúvidas

Desde segunda-feira (28), o TRE-RN disponibiliza o Disque-Eleições, canal de atendimento destinado a esclarecer dúvidas do eleitorado sobre as Eleições 2026. O serviço pode ser acessado pelo número 0800 084 6464, por meio de chamadas telefônicas ou mensagens pelo WhatsApp. Entre os assuntos que podem ser consultados estão informações sobre local de votação, situação eleitoral e procedimentos relacionados à justificativa de ausência às urnas.

Para casos de denúncia, a Justiça Eleitoral conta com o aplicativo Pardal, no qual qualquer pessoa pode denunciar propaganda eleitoral irregular ou crimes eleitorais. Basta fotografar ou filmar a irregularidade e enviar pelo aplicativo diretamente ao Tribunal Regional Eleitoral de cada região.

Fonte: Tribuna do Norte




terça-feira, 29 de setembro de 2026

O desafio do próximo governo de tornar o RN mais eficiente

Governo do RN - Foto: José Aldenir

O próximo governador do Rio Grande do Norte receberá um Estado que precisa melhorar a qualidade dos serviços prestados à população e dispõe de pouco espaço financeiro para fazê-lo. Essa combinação aparece no Ranking de Eficiência dos Estados, elaborado pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha. O RN ficou em 20º lugar entre 26 estados, com índice geral de 0,303, e recebeu a classificação de “ineficiente”. Entre os muitos desafios da administração que começará em 2027, estará o de elevar esse desempenho sem perder de vista o custo e a capacidade de execução das políticas públicas.

O levantamento relaciona resultados de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças à receita corrente líquida por habitante de cada estado. Educação e saúde têm peso dobrado no cálculo. O Distrito Federal não foi incluído por suas particularidades orçamentárias. Na escala adotada, índices inferiores a 0,350 correspondem à faixa de ineficiência; apenas sete estados superaram 0,550 e foram classificados como eficientes. O Paraná lidera, com 0,734, seguido por Ceará, com 0,665, e São Paulo, com 0,637.

A comparação regional dá a dimensão da posição potiguar. O RN teve o penúltimo resultado do Nordeste, à frente apenas da Bahia, que registrou 0,301. Seu índice ficou cerca de 34% abaixo da média nordestina, de 0,462. Além do Ceará, que ocupa a segunda posição nacional, Piauí e Paraíba aparecem entre os sete estados eficientes, em quinto e sexto lugares, respectivamente. Pernambuco, Maranhão, Sergipe e Alagoas também ficaram à frente do Rio Grande do Norte.

A educação é o ponto mais frágil do resultado estadual. Com nota 0,272, o RN ficou em 25º lugar, à frente somente da Bahia. O indicador considera frequência escolar, ingresso no ensino superior estadual por habitante, abandono no ensino médio da rede estadual e desempenho em português e matemática no Sistema de Avaliação da Educação Básica. Entre os estados nordestinos classificados como eficientes no índice geral, o Ceará ocupa a terceira posição nacional em educação, o Piauí, a sexta, e a Paraíba, a 13ª.

Na saúde, o RN obteve seu melhor resultado entre as áreas de prestação de serviços: nota 0,538 e 12º lugar. O cálculo reúne cobertura da atenção primária, número de médicos e leitos do SUS por habitante e mortalidade infantil. O dado mostra que a situação não é uniforme entre os setores avaliados. Para o próximo governo, a tarefa será identificar os resultados que podem ser preservados e as áreas em que a distância para os demais estados é maior.

Infraestrutura e segurança pública colocaram o RN na 20ª posição. Em infraestrutura, a nota foi 0,388, resultado de indicadores de abastecimento de água, esgotamento sanitário e qualidade das rodovias. Na Pesquisa CNT de Rodovias de 2025, somente 391 dos 1.883 quilômetros avaliados no Estado receberam classificação boa; nenhum trecho foi considerado ótimo. Isso significa que 20,8% da extensão examinada alcançou uma das duas melhores categorias.

Na segurança, a nota potiguar foi 0,384. O ranking utiliza a taxa de mortes violentas intencionais, indicador que voltou a subir no Estado. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram 1.007 mortes em 2025, diante de 840 em 2024. O aumento de 19,6% foi o maior entre as unidades da Federação naquele período, enquanto o total nacional caiu 8,2%. É mais um resultado que impõe ao próximo governo uma avaliação das políticas em curso e dos recursos necessários para executá-las.

O componente financeiro apresenta um contraste: nele, o RN ficou em quarto lugar, com nota 0,842. Essa posição, porém, decorre dos critérios específicos do índice. Não constitui uma avaliação completa das contas estaduais nem altera os dados fiscais já expostos em editoriais deste jornal. Para citar um exemplo, nos quatro primeiros meses deste ano, a despesa com pessoal do Executivo representava 56,12% da receita corrente líquida ajustada, acima do limite de 49% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal, o maior índice do País.

Outros números ajudam a dimensionar as restrições. Dados do Tesouro Nacional referentes a 2025 apontaram crescimento de 35% da dívida estadual, de R$ 7,2 bilhões para R$ 9,7 bilhões. A disponibilidade de caixa era negativa em mais de R$ 3 bilhões. No mesmo ano, os investimentos corresponderam a apenas 4% da receita, o menor percentual entre os estados. São indicadores distintos dos utilizados no ranking de eficiência, mas relevantes para compreender as condições em que o futuro governador terá de melhorar educação, estradas, segurança e os demais serviços.

O ranking reúne informações comparáveis disponíveis entre 2022 e 2025. Seus resultados não podem ser atribuídos integralmente a uma única gestão: parte dos serviços depende também de municípios e da União, e dificuldades potiguares já apareciam na primeira edição do estudo, em 2018. Ainda assim, a fotografia atual estabelece um ponto de partida para quem vencer a eleição. Tornar o RN mais eficiente significará obter avanços mensuráveis nos serviços públicos ao mesmo tempo que o Estado enfrenta a pressão da folha, da dívida e do baixo investimento.

Quem são os candidatos ao Governo e ao Senado no RN em 2026?

Eleitores potiguares escolherão governador e dois senadores no primeiro turno deste domingo 4

Consulta ao local de votação pode ser feita pelo aplicativo e-Título — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Rio Grande do Norte terá nove candidatos ao Governo e 14 nomes na disputa pelas duas vagas do Senado nas Eleições 2026. O primeiro turno será realizado no domingo 4, das 8h às 17h.

Candidatos ao Governo do RN

Disputam o cargo Allyson Bezerra (União), Álvaro Dias (PL), Cadu de Lula (PT), Rodrigo de Bolsonaro (Agir), Professor Robério Paulino (PSOL), Henrique Lyra (PCO), Dário Barbosa (PSTU), Arinalda do MLB (UP) e Carlos Jararaca (DC).

Candidatos ao Senado

Concorrem Styvenson Valentim (Podemos), Zenaide Maia (PSD), Samanda de Lula (PT), Rafael Motta (PDT), Coronel Hélio (PL), Tércio Tinôco (União), Sandro Pimentel (PSOL), Rosália Fernandes (PSTU), Gari Wendell Batista (Agir), Sonia Godeiro (PSOL), Professor Guilherme (UP), Clóvis Costa do Coletivo Nós (Agir), Linhares Jiboia (DC) e Luciana Mandu (PSTU).

Neste ano, cada eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes para o Senado. Os perfis, propostas e notícias das campanhas podem ser consultados no especial Eleições 2026 do Agora RN.

Eleições 2026 no RN: veja data, horário, cargos, documentos e como votar

Primeiro turno será realizado em 4 de outubro, das 8h às 17h; eleitor fará seis escolhas e deve apresentar documento oficial com foto

Urna eletrônica será usada para seis escolhas no primeiro turno de 2026 — Foto: José Aldenir/Agora RN

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado no próximo domingo 4. No Rio Grande do Norte, assim como no restante do País, as seções eleitorais funcionarão das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Quem estiver na fila às 17h ainda poderá votar.

Os eleitores potiguares farão seis escolhas na urna: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. Um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro e será restrito às disputas para presidente e governador.

O Agora RN reúne notícias, pesquisas e perfis de candidatos no especial Eleições 2026. A seguir, confira as principais informações para se preparar antes de sair de casa.

Data, horário e ordem de votação

A votação começa às 8h e termina às 17h. O horário é o mesmo em todo o território nacional, conforme regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A urna apresentará os cargos nesta ordem:

  1. Deputado federal: quatro dígitos;
  2. Deputado estadual: cinco dígitos;
  3. Senador — primeira vaga: três dígitos;
  4. Senador — segunda vaga: três dígitos;
  5. Governador: dois dígitos;
  6. Presidente da República: dois dígitos.

Como há duas vagas para o Senado, o eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes. Se repetir o mesmo número nas duas etapas, o segundo voto será anulado. É permitido levar uma colinha de papel com os números dos candidatos. O TSE também mantém um simulador de votação para quem quiser treinar a sequência antes do domingo.

Documento, título e local de votação

Para votar, é necessário apresentar um documento oficial com foto. São aceitos RG, identidade social, passaporte, carteira profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, Carteira de Trabalho física e Carteira Nacional de Habilitação. Documentos vencidos podem ser usados desde que permitam identificar o eleitor.

O título eleitoral impresso não é obrigatório. O e-Título pode servir como documento de identificação quando apresentar fotografia. Quem estiver com o cadastro biométrico sem foto no aplicativo deverá levar outro documento oficial com foto. Certidão de nascimento, certidão de casamento e Carteira de Trabalho Digital não são aceitas para identificação na seção.

O local e a seção de votação podem ser consultados no Autoatendimento Eleitoral do TSE ou no aplicativo e-Título. A recomendação é fazer a consulta antes de domingo, especialmente para quem mudou de endereço ou teve a seção remanejada.

Celular deve ficar fora da cabine

Antes de entrar na cabine, o eleitor deverá desligar o celular e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora. A proibição também vale para câmeras, filmadoras e outros aparelhos capazes de registrar ou transmitir o voto. Quem se recusar a entregar o equipamento não poderá votar naquele momento.

A manifestação individual e silenciosa de preferência por candidato ou partido é permitida, por exemplo, com bandeira, broche, adesivo ou camiseta. Aglomeração de pessoas com roupas ou instrumentos de propaganda, boca de urna, distribuição de material e tentativa de convencer eleitores são proibidas.

O voto é obrigatório para pessoas alfabetizadas com idade entre 18 e 69 anos. É facultativo para jovens de 16 e 17 anos, pessoas com 70 anos ou mais e analfabetos. Quem estiver fora do domicílio eleitoral poderá justificar a ausência pelo e-Título, nos locais indicados pela Justiça Eleitoral ou posteriormente, dentro do prazo legal.

As regras completas estão reunidas no Manual do Eleitor do TSE e no Guia do Eleitor do TRE-RN.

Estudo para unir Porto-Indústria à Transnordestina termina em dezembro

Pré-EVTEA, previsto para começar em outubro, vai analisar traçado, custos e viabilidade da ligação entre Caiçara do Norte e a Transnordestina, com possibilidade de conexão por Mossoró e outras cidades do RN.

Segundo a Seplan, o Pré-EVTEA conta com aporte de R$ 500 mil da Sudene. Ainda não há definição de recursos previstos para implantação do ramal ferroviário. Foto: Yasmin Fonseca/MDB

O Pré-Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (Pré-EVTEA) sobre a interligação do Porto-Indústria Verde, em Caiçara do Norte, com a Transnordestina, deve ser concluído em dezembro deste ano. De acordo com o titular da Secretaria do Planejamento, do Orçamento e Gestão do Rio Grande do Norte (Seplan/RN), Alexandre Lima, o processo vai iniciar no próximo mês e está sendo realizado por meio de parceria com a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

O Pré-EVTEA conta com aporte de R$ 500 mil da Sudene e será coordenado pela professora Juliana Bacelar, do Departamento de Economia da UFRN, por meio de parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O secretário esclarece que o traçado definitivo da interligação vai ser estabelecido pelos estudos, mas a proposta inicial é ligar o Porto-Indústria Verde à Transnordestina em Iguatu, no Ceará, passando por Mossoró, Apodi e Pau dos Ferros.

O projeto ainda considera uma conexão de Jucurutu, no Seridó Potiguar, com o eixo ferroviário. “A proposta em estudo contempla um eixo principal entre o Porto-Indústria Verde e a Transnordestina, em Iguatu, e uma conexão de Jucurutu com esse eixo. A configuração definitiva será determinada pelos estudos”, confirma Alexandre Lima.

Segundo o titular da Seplan/RN, o Pré-EVTEA vai embasar estudos mais aprofundados para definição do traçado, das características técnicas, das estimativas de investimento e da modelagem para viabilização do projeto. Ele não informou quando o estudo definitivo de viabilidade econômico, ambiental e social deve ser concluído.

Em relação à concretização do ramal ferroviário, Alexandre Lima esclarece que ainda não há definição dos recursos para implantação, mas a intenção é construir uma modelagem que envolva participação do Governo Federal e da iniciativa privada. A estimativa de custo, por sua vez, vai depender do traçado e das características técnicas da ferrovia que serão definidos a partir dos estudos.

Questionado sobre a conexão em Jucurutu como caminho para favorecer o transporte da produção mineral de Currais Novos, o secretário observa que os EVTEAs vão definir os produtos e as cargas prioritárias que serão transportadas pela via ferroviária. A ideia é que a interligação do Porto-Indústria Verde seja destinada ao escoamento da produção existente e fomento à implantação de novas indústrias.

“O Governo do Estado trabalha a proposta a partir do conceito de Corredor Logístico Indústria Verde, buscando utilizar a conexão ferroviária também como instrumento para a industrialização do interior e a agregação de valor às cadeias produtivas do Rio Grande do Norte. A concepção considera potenciais do estado, como a produção de energia renovável e a segurança hídrica, tendo o Porto-Indústria Verde como elemento central dessa conexão”, aponta Alexandre Lima.

O Porto-Indústria Verde, que será instalado em Caiçara do Norte, vem sendo viabilizado com a proposta de fortalecer a economia do RN por meio da exportação de hidrogênio verde, e-metanol e combustível sustentável de aviação (SAF) no Brasil. Em junho deste ano, o Governo do Estado e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram um contrato para a estruturação do primeiro módulo do equipamento no RN.

Conforme publicado pela TRIBUNA DO NORTE, o acordo assegura que o BNDES finalize a contratação das consultorias que vão desenhar o projeto final e o edital da futura Parceria Público-Privada (PPP). A expectativa é que o projeto final seja divulgado por volta de março de 2027, com a seleção do parceiro investidor privado prevista para ocorrer até dezembro do mesmo ano.

Divergência
Em resposta à TRIBUNA DO NORTE, a Sudene confirmou a parceria com o Governo do Rio Grande do Norte para a contratação de estudo destinado a avaliar a viabilidade da conexão ferroviária da Transnordestina com a região do Porto-Indústria Verde. Além disso, reiterou a necessidade do estudo para analisar alternativas de traçado, estimativas de investimentos e demais aspectos necessários à eventual implantação da infraestrutura.

“Dessa forma, a Sudene não pode, neste momento, confirmar um traçado definitivo, inclusive eventual passagem pelo município de Caiçara do Norte, nem estimar o custo da obra ou antecipar a possibilidade de financiamento de etapas posteriores”, aponta a Superintendência.

Ainda segundo a Sudene, a previsão para início e conclusão do estudo, bem como seu escopo definitivo e os valores envolvidos serão estabelecidos no processo de contratação atualmente em andamento. “Após a conclusão do estudo, os resultados poderão subsidiar as decisões dos órgãos e instituições envolvidos quanto à viabilidade e aos próximos passos do projeto”, completa.

A reportagem questionou a Sudene e a Seplan/RN sobre a divergência das respostas das entidades em relação à previsão de início dos estudos, uma vez que a Superintendência destaca que o processo ainda está em fase de contratação e não confirma valores, enquanto a Secretaria confirma o início para outubro e conclusão para dezembro, além de confirmar o aporte de R$ 500 mil.

Em resposta, a Seplan reforçou que não há desalinhamento e reforçou que as tratativas estão dentro do prazo, reiterando início do Pré-EVTEA em outubro e conclusão em dezembro deste ano. Já a Sudene aponta que a instituição se limita a fornecer as informações que podem ser “oficialmente confirmadas pela Autarquia sobre o processo de contratação”. “Pela Sudene, não podemos confirmar ou detalhar, neste momento, valores, cronograma ou outros aspectos da contratação que ainda está em andamento”, destacou.

A Superintendência reforçou, ainda, que existem tratativas entre as instituições para a realização do estudo e que os resultados deverão subsidiar a avaliação da viabilidade da conexão ferroviária. Informações técnicas sobre traçado, custos da eventual obra, viabilidade e possíveis etapas posteriores dependerão dos estudos e das decisões que vierem a ser tomadas no âmbito do projeto. Assim que houver a formalização da contratação e informações que possam ser divulgadas oficialmente pela Sudene, teremos condições de fornecer os detalhes correspondentes.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Em cinco meses, 27 presos fugiram do sistema prisional do RN; 14 foram recapturados

Levantamento da TRIBUNA DO NORTE aponta ocorrências entre maio e setembro. Do total, 13 permanecem foragidos. Foto: Arquivo TN

O sistema prisional do Rio Grande do Norte registrou pelo menos sete episódios de fuga envolvendo 27 detentos ao longo de 2026, segundo levantamento da TRIBUNA DO NORTE, conforme informações divulgadas durante o ano pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap). As ocorrências foram registradas entre maio e setembro e atingiram unidades em Nísia Floresta, Mossoró e Nova Cruz. Do total de fugitivos, 14 foram recapturados, enquanto 13 permanecem foragidos, segundo os dados mais recentes disponíveis sobre cada ocorrência.

O episódio mais recente ocorreu nesta segunda-feira (28), quando sete internos fugiram da Cadeia Pública de Nova Cruz, no Agreste potiguar. Um deles foi capturado no momento em que pulava a muralha, enquanto outro foi recapturado ao longo da tarde. Com isso, cinco permanecem foragidos, conforme a Seap. A fuga ocorreu durante o banho de sol e foi identificada pelo sistema de videomonitoramento.

A ocorrência amplia uma sequência registrada principalmente nos últimos dois meses. Dos sete episódios contabilizados no ano, cinco ocorreram entre 31 de julho e 28 de setembro, envolvendo 21 detentos.

O maior caso foi registrado em 31 de julho, na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, que integra o Complexo Penal de Alcaçuz, em Nísia Floresta. Na ocasião, 13 internos deixaram uma cela e dois foram recapturados ainda na área interna da unidade. Onze conseguiram efetivamente fugir. Segundo a Polícia Penal, as câmeras de vigilância registraram os presos acessando a área externa.

Dos 11 fugitivos, seis haviam sido recapturados e cinco continuavam foragidos até 22 de setembro, quando houve a última atualização da ocorrência pela Seap.

Alcaçuz concentra ocorrências

O Complexo Penal de Alcaçuz aparece com destaque no levantamento. Em 2 de maio, cinco presos escaparam da Penitenciária Estadual de Alcaçuz depois de danificarem uma cela na área de triagem do Pavilhão 1. Na época, a Seap informou que a ocorrência aconteceu durante o período de chuvas intensas no Estado. Todos os cinco fugitivos foram posteriormente recapturados. O último deles foi localizado em 25 de setembro.

Em 8 de setembro, outro detento conseguiu deixar a mesma penitenciária. Segundo a Seap, a suspeita era de que ele tivesse utilizado uma obra de ampliação do módulo de saúde como rota de fuga e transposto duas linhas de concertina sobre a muralha. Até a atualização considerada neste levantamento, ele não havia sido recapturado.

Somados os episódios de maio, julho e setembro, 17 presos conseguiram escapar de unidades que integram o Complexo Penal de Alcaçuz.

Outro episódio relacionado à Rogério Coutinho ocorreu em 3 de setembro, mas fora da penitenciária. Um detento de 27 anos escapou da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São José de Mipibu, onde estava internado com possível quadro psicótico. Segundo a Polícia Penal, ele estava sob escolta. O preso foi posteriormente recapturado, no dia 7 de setembro.

Enquanto isso, o Complexo Penal Agrícola Doutor Mário Negócio, em Mossoró, no Oeste potiguar, registrou dois episódios em 2026. O primeiro ocorreu em 16 de junho, quando um preso que realizava um serviço de soldagem na área externa da unidade conseguiu fugir enquanto estava sob supervisão policial. Ele ainda não havia sido recapturado, conforme a última atualização da Seap.

A segunda ocorrência aconteceu em 11 de setembro. Na ocasião, um detento que trabalhava em uma obra dentro do complexo conseguiu escapar após pedir para ir ao banheiro. Segundo a Seap, ele era classificado e estava apto a realizar atividades laborais. Neste caso, o fugitivo foi recapturado no dia seguinte.

Setembro concentra quatro episódios

Com os casos de São José de Mipibu, Alcaçuz, Mossoró e Nova Cruz, setembro concentra quatro dos sete episódios registrados no ano, envolvendo dez detentos. Desses, quatro foram recapturados e seis permanecem foragidos, conforme as informações mais recentes disponíveis.

O levantamento considera como fuga efetiva os casos em que o preso conseguiu deixar a unidade ou escapar da custódia do sistema penitenciário. Dessa forma, não entram na soma tentativas frustradas ou preparações para fuga identificadas antes que os internos conseguissem sair.

Mudança de comando na Seap

A sequência de fugas no sistema penitenciário potiguar também atravessou uma mudança no comando da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap). Em 9 de setembro, o Governo do Estado anunciou as saídas do então secretário Helton Edi Xavier e da secretária-adjunta Arméli Brennand. As exonerações, formalizadas no Diário Oficial do Estado no dia seguinte, ocorreram em meio a uma crise na gestão da pasta, após episódios de fuga no Complexo Penal de Alcaçuz e a repercussão de um vídeo envolvendo a então adjunta e um detento.

Helton Edi Xavier e Arméli Brennand, respectivamente | Foto: Montagem TN

Com as exonerações, o secretário estadual de Segurança Pública e da Defesa Social, Coronel Araújo, assumiu interinamente a Seap. Dois dias depois do anúncio das mudanças, em 11 de setembro, o Governo escolheu o coronel da reserva da Polícia Militar Raimundo Aribaldo Mendes de Souza para comandar a Administração Penitenciária.

Quando as exonerações foram anunciadas, em 9 de setembro, o levantamento da TRIBUNA DO NORTE já contabilizava cinco episódios de fuga no ano, envolvendo 19 detentos. A sequência continuou durante o período de transição. No próprio dia 11 de setembro, quando Aribaldo foi anunciado como novo secretário, um detento fugiu do Complexo Penal Agrícola Mário Negócio, em Mossoró.

Relatório aponta problemas em Alcaçuz

A sequência de ocorrências acontece em meio a relatos sobre dificuldades estruturais e de efetivo no sistema penitenciário. Relatório da própria administração da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, referente a agosto e obtido pela TRIBUNA DO NORTE, apontou efetivo abaixo do considerado necessário, postos de vigilância desativados, problemas em câmeras e riscos relacionados às atividades de presos fora dos pavilhões.

O documento chegou a registrar, em um dos setores, a proporção de um policial penal para 315 presos. Também relatou que cerca de 90 internos classificados para atividades laborais deixam diariamente os pavilhões para trabalhar nas oficinas e que a falta de vigilância adequada nessas áreas representava “alto risco de fuga”.

Em resposta à TRIBUNA DO NORTE, a Seap informou que não comenta questões relacionadas à segurança das unidades prisionais, mas afirmou que a Penitenciária Estadual de Alcaçuz “se mantém sob controle, com segurança e disciplina”.

Confira as fugas registradas em 2026, conforme levantamento da TRIBUNA DO NORTE:

2 de maio: 5 presos - Penitenciária Estadual de Alcaçuz - todos recapturados;

16 de junho: 1 preso - Complexo Penal Agrícola Doutor Mário Negócio - foragido;

31 de julho: 11 presos - Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga - 6 recapturados e 5 foragidos;

3 de setembro: 1 preso da Rogério Coutinho Madruga durante atendimento na UPA de São José de Mipibu - recapturado;

8 de setembro: 1 preso - Penitenciária Estadual de Alcaçuz - foragido;

11 de setembro: 1 preso - Complexo Penal Agrícola Doutor Mário Negócio - recapturado;

28 de setembro: 7 presos - Cadeia Pública de Nova Cruz - 2 recapturados e 5 foragidos.

Operação Eleições terá quase 7 mil policiais militares por dia nos 167 municípios do RN

Foto: Divulgação/PMRN

A Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) prevê a atuação de 6.971 policiais militares por dia na Operação Eleições 2026. A mobilização será realizada nos 167 municípios potiguares entre os dias 3 e 5 de outubro, período que contempla o primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4).

O planejamento da operação foi discutido durante uma reunião de alinhamento realizada em Mossoró nesta segunda-feira (28). O encontro reuniu integrantes do comando da corporação e representantes das unidades e subunidades subordinadas aos Comandos de Policiamento Regional I (CPR I) e V (CPR V).

Segundo a PMRN, a reunião tratou das estratégias de atuação, do planejamento operacional e da integração entre as unidades que participarão da operação. O objetivo é coordenar o policiamento durante o processo eleitoral em todo o Estado.

Participaram do encontro o comandante-geral da PMRN, coronel Alarico Azevedo; o secretário-adjunto da Casa Civil, Ivanilson Oliveira; o diretor de Saúde da corporação, coronel Demócrito de Almeida; além de comandantes e oficiais.

RN decreta emergência por seca em 123 municípios; veja lista

Decreto entra em vigor nesta segunda-feira 28 e vale por 180 dias; reservatórios citados pelo governo apresentam volumes que chegam a 0,03% da capacidade

Governo do RN decretou situação de emergência por seca em 123 municípios após redução das chuvas e das reservas hídricas; medida terá validade de 180 dias. Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Governo do Rio Grande do Norte decretou situação de emergência por seca em 123 dos 167 municípios do estado. A medida foi publicada no Diário Oficial deste sábado 26, entra em vigor nesta segunda-feira 28 e terá validade de 180 dias, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.

A decisão considera a redução das reservas hídricas provocada pela estiagem prolongada e a diminuição dos índices de chuva registrada no estado no segundo semestre de 2025 e nos primeiros oito meses de 2026. Entre os reservatórios citados no decreto, o Itans está com 0,36% da capacidade e Passagem das Traíras, com 0,03%.

Também aparecem no documento o Boqueirão de Parelhas, com 7,81%; Sabugi, com 7,6%; Zangarelhas, com 2,26%; e Esguicho, com 5,27% da capacidade.

O governo aponta ainda que a situação hídrica pode afetar, até o fim de 2026, Currais Novos, Equador, Parelhas, Carnaúba dos Dantas, Jardim do Seridó, São João do Sabugi, Ipueira, São José do Seridó e Ouro Branco. Segundo informações da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), mais de 63 mil pessoas podem ser atingidas.

Chuva abaixo da média

Dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) citados no decreto mostram que o estado acumulou 596,9 milímetros de chuva entre março e agosto de 2026. Para o período, eram esperados 640,3 milímetros, o que representa déficit de 6,8%.

As regiões Central e Agreste tiveram os maiores déficits no período, de 18,7% e 16,5%, respectivamente. Em agosto, todas as mesorregiões do Rio Grande do Norte registraram chuvas abaixo da média, com déficit estadual de 55%.

O decreto também considera informações do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Conforme o documento, parte expressiva dos municípios potiguares permanecia afetada pela seca em agosto, principalmente nas categorias de seca fraca (S0) e seca moderada (S1).

Outro dado apresentado pelo governo aponta que 77 dos 167 municípios potiguares, o equivalente a 46,1%, possuem áreas rurais abastecidas pelo Programa da Operação Carro-Pipa, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, executado pelo Exército Brasileiro.

A declaração de situação de emergência também busca permitir o reconhecimento federal para evitar a interrupção da Operação Carro-Pipa nos municípios atingidos. De acordo com o governo, nas localidades em que ocorre colapso hídrico, o abastecimento passa a ser feito principalmente por carros-pipa, inclusive nas áreas urbanas.

Medidas durante a emergência

Durante os 180 dias de vigência do decreto, o Estado poderá contratar, por meio de dispensa de licitação, obras e serviços destinados a reduzir os efeitos da estiagem, desde que sejam cumpridas as regras previstas na legislação federal.

A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Copdec) também poderá auxiliar as prefeituras no preenchimento da documentação necessária para solicitar o reconhecimento federal da situação de emergência.

Veja os 123 municípios incluídos

Acari

Açu

Afonso Bezerra

Água Nova

Alexandria

Almino Afonso

Alto do Rodrigues

Angicos

Antônio Martins

Apodi

Areia Branca

Baraúna

Barcelona

Bento Fernandes

Bodó

Caiçara do Norte

Caiçara do Rio do Vento

Caicó

Campo Grande

Campo Redondo

Caraúbas

Carnaúba dos Dantas

Carnaubais

Cerro Corá

Coronel Ezequiel

Coronel João Pessoa

Cruzeta

Currais Novos

Doutor Severiano

Encanto

Equador

Felipe Guerra

Fernando Pedroza

Florânia

Francisco Dantas

Frutuoso Gomes

Galinhos

Governador Dix-Sept Rosado

Grossos

Guamaré

Ipanguaçu

Ipueira

Itajá

Itaú

Jaçanã

Jandaíra

Janduís

Japi

Jardim de Angicos

Jardim de Piranhas

Jardim do Seridó

João Câmara

João Dias

José da Penha

Jucurutu

Lagoa de Velhos

Lagoa Nova

Lajes

Lajes Pintadas

Lucrécia

Luís Gomes

Macau

Major Sales

Marcelino Vieira

Martins

Messias Targino

Monte das Gameleiras

Mossoró

Olho d’Água do Borges

Ouro Branco

Paraná

Paraú

Parazinho

Parelhas

Patu

Pau dos Ferros

Pedra Grande

Pedra Preta

Pedro Avelino

Pendências

Pilões

Portalegre

Porto do Mangue

Rafael Fernandes

Rafael Godeiro

Riacho da Cruz

Riacho de Santana

Riachuelo

Rodolfo Fernandes

Ruy Barbosa

Santa Cruz

Santana do Matos

Santana do Seridó

São Bento do Norte

São Bento do Trairi

São Fernando

São Francisco do Oeste

São João do Sabugi

São José do Campestre

São José do Seridó

São Miguel

São Paulo do Potengi

São Rafael

São Tomé

São Vicente

Serra Caiada

Serra de São Bento

Serra do Mel

Serra Negra do Norte

Serrinha dos Pintos

Severiano Melo

Sítio Novo

Taboleiro Grande

Tangará

Tenente Ananias

Tenente Laurentino Cruz

Tibau

Timbaúba dos Batistas

Triunfo Potiguar

Umarizal

Upanema

Venha-Ver

Viçosa


MP Eleitoral e PRF alinham ações para combater crimes eleitorais e garantir trânsito livre nas eleições no RN

Medida visa combater ilegalidades nos dias de votação e manter o fluxo nas estradas sem interferência para a população

O Ministério Público (MP) Eleitoral se reuniu, na sexta-feira (25), com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Norte para alinhar a atuação conjunta durante o período eleitoral no estado. O encontro definiu diretrizes para o acompanhamento da votação, com foco no combate às irregularidades e na garantia de trânsito livre às eleitoras e aos eleitores nas rodovias federais em território potiguar.

Na reunião de alinhamento, o procurador regional eleitoral, Fernando Rocha, foi recebido pelo superintendente substituto da PRF no RN, Hudson Sérgio de Araújo, que assegurou a atuação atenta da força policial para coibir ilícitos eleitorais, direcionando a fiscalização especificamente para os casos de apuração de crimes.

De acordo com o representante da PRF, o trabalho das equipes policiais será realizado sem causar retenções ou interferências indevidas na circulação dos veículos. A iniciativa busca preservar a tranquilidade viária em todo o estado, garantindo que a população possa trafegar pelas rodovias de forma segura e sem transtornos.

No Rio Grande do Norte, a PRF é responsável pela fiscalização e pelo policiamento de cerca de 1,6 mil quilômetros de estradas. A cobertura abrange oito rodovias federais que cortam o território potiguar. A corporação conta com uma sede regional, quatro delegacias e oito postos de atendimento operacional espalhados pelo estado.


Eleição entra na reta final com STF e TSE em choque


A última semana antes do primeiro turno começa com uma tensão adicional no Judiciário: a disputa entre grupos do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entrou de vez na eleição. Integrantes do Judiciário ouvidos pelo blog avaliam que o embate deve dominar os bastidores até domingo. As informações são do blog da Andréia Sadi.

De um lado, ministros do Supremo vêm revendo decisões da Justiça Eleitoral e classificando, reservadamente, algumas delas como “derrapadas” do TSE. Do outro, integrantes da cúpula do tribunal eleitoral, comandado por Kassio Nunes Marques, enxergam nessas intervenções uma tentativa de retomar o protagonismo do grupo de Alexandre de Moraes na condução do pleito.

A decisão de Flávio Dino neste fim de semana tornou a tensão ainda mais explícita. Dino invalidou uma decisão de André Mendonça no TSE envolvendo publicações sobre Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida, acrescentando um capítulo à disputa que já atravessava o Supremo.

O conflito, porém, vai além desse caso e já ganhou uma leitura eleitoral nas campanhas. No entorno das candidaturas, o grupo de Moraes é visto como mais favorável aos interesses de Lula (PT), enquanto a cúpula do TSE, presidida por Kassio e com Mendonça na vice-presidência, é vista como mais favorável aos interesses de Flávio Bolsonaro.

São avaliações políticas das campanhas sobre a atuação dos ministros. E ajudam a explicar por que cada decisão nesta semana tende a ser interpretada também pela lente da disputa eleitoral.

Os atritos entre STF e TSE não começaram agora. Já havia divergências sobre temas centrais desta eleição. A diferença é que o pleito chega à semana decisiva sem o alinhamento institucional que marcou outros momentos da relação entre as cortes.

Na eleição passada, havia uma interlocução afinada entre Rosa Weber, então presidente do Supremo, e Alexandre de Moraes, que comandava o TSE. Hoje, essa articulação não se repete.

Edson Fachin preside o Supremo e tenta exercer um papel de mediação, mas encontra uma Corte fragmentada e atravessada pela crise do caso Master. Moraes, Dino e Gilmar Mendes têm peso próprio no tribunal. Kassio e Mendonça, que comandam a Justiça Eleitoral, estão do outro lado de algumas das principais disputas internas do STF.

Apesar das divergências, os grupos compartilham uma queixa: a falta de comando de Fachin na Corte.

O presidente do Supremo chamou os ministros para conversar e tentar baixar a temperatura. No grupo de Moraes, porém, a avaliação é que Fachin tem margem limitada para interferir na atuação individual dos colegas. O argumento é que, se um processo chega ao STF e um ministro entende que uma decisão do TSE afronta direitos ou a jurisprudência da Corte, não caberia ao presidente impedir essa atuaçã

É nesse ponto que a tensão pode se renovar ao longo da semana: cada decisão relevante do TSE pode abrir uma nova batalha no Supremo. Kassio e Mendonça decidem na Justiça Eleitoral; partidos e candidatos recorrem; e ministros do STF, quando provocados, podem rever essas decisões.

Para integrantes do Judiciário ouvidos pelo blog, a disputa vai além de quem ganha ou perde em cada processo. O que está em jogo é quem dará a última palavra sobre os conflitos eleitorais até domingo.

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sábado, 26 de setembro de 2026

O voto lógico, não útil

Por Ricardo Viveiros*

Segundo cientistas sociais, ainda há muitos indecisos diante da eleição que se aproxima. São desiludidos, desesperançados, que não definiram seu voto. Diante desse quadro, cabe um apelo ao bom senso, à lógica e à responsabilidade.

Não se trata de pedir que alguém goste de Lula, muito menos de exigir entusiasmo, adesão irrestrita ou silêncio diante de seus possíveis erros. É legítimo criticá-lo, discordar de suas escolhas e considerar insuficientes suas políticas. A democracia existe para garantir essa liberdade.

Vale lembrar o que aconteceu quando o poder esteve nas mãos daqueles que transformaram a mentira em método, o ódio em linguagem e a ignorância em programa político. Foram anos de ataques às instituições, às urnas eletrônicas, aos tribunais, à imprensa, às universidades, aos professores e à ciência. A própria ideia de verdade passou a ser tratada como inimiga. A política foi reduzida ao fanatismo. A bandeira nacional, as cores verde e amarelo e o orgulho de ser brasileiro, símbolos de todos nós, foram apropriados como instrumentos de divisão. O suposto patriotismo tornou-se, em discursos e manifestações, justificativa para a intolerância e o desprezo pelo adversário, muitas vezes tratado como inimigo.

Mulheres foram humilhadas. Negros insultados. Pessoas LGBTQIAPN+ atacadas. Povos indígenas apresentados como entraves ao desenvolvimento. Migrantes e refugiados desrespeitados. A floresta foi vista, muitas vezes, como território a ser explorado, e não como patrimônio a ser protegido. A pobreza e a corrupção também permaneceram no centro de graves controvérsias.

Quando o país enfrentou uma das maiores tragédias sanitárias de sua história, faltaram, segundo seus críticos, grandeza, responsabilidade e empatia. Diante da dor de milhares de famílias, houve negacionismo e conflitos em torno da ciência. Quando era necessário oferecer serenidade, muitas vezes prevaleceu o confronto.

Nada disso significa que Lula esteja acima de críticas. Não está. Nenhum presidente, partido ou político deve estar. Democracia não pode ser confundida com idolatria. Defender instituições democráticas significa também fiscalizar, cobrar e denunciar os erros de quem governa.

Um país democrático pode sobreviver a governos ruins. Pode corrigir políticas equivocadas. Pode trocar presidentes, parlamentares e partidos pelo voto, jamais pelo golpe. Pode reconstruir instituições depois de erros, mas não pode aceitar a normalização da violência política, da mentira deliberada, do desprezo pelas instituições e da ideia de que qualquer coisa é permitida para conquistar ou conservar o poder.

Instituições, liberdades, ciência, imprensa, pluralismo, respeito às diferenças, direito ao contraditório, respeito ao resultado das eleições e igualdade perante a lei não pertencem à esquerda ou à direita. Pertencem à democracia e são patrimônio de todos nós.

O voto é uma decisão individual e democrática. Que seja exercido com razão, lucidez, informação e consciência dos valores que estão em jogo. Eu votarei em Lula. Bolsonaro nunca mais!

*Jornalista, professor e escritor, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura (UPM), membro da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa e dos Direitos Humanos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI); autor, entre outros livros, de A vila que descobriu o Brasil, Memórias de um tempo obscuro e O sol brilhou à noite.

Em jantar com empresários, Lula diz que é preciso ‘escolher entre democracia ou barbárie’ e fala em conciliar ‘responsabilidade fiscal com social’


Para uma plateia de empresários a nove dias da eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou que é preciso escolher “entre o regime democrático ou a barbárie”, disse que tem feito um governo com responsabilidade fiscal e prometeu fazer uma reforma política e do Judiciário se for eleito para um quarto mandato. O presidente evitou em se comprometer com medidas para a redução dos juros ou para redução dos gastos públicos, anseios do mercado, criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pediu “seriedade” dos empresários.

— Quem de vocês se lembra quando a economia brasileira voltou a crescer acima de 3%? Cresceu em 2010 e quando eu voltei agora para presidente da República. Eu peguei esse país com duas crises. Primeiro, quando eu ganhei a eleição em 2002, os economistas mostravam a dívida externa, nós acabamos com isso. Por uma questão simples: não é respeitoso um país que não sabe tomar conta das suas contas. A minha professora de economia foi a Dona Lindu, não faça dívida que você não pode pagar, e é assim que a gente vem tocando esse Brasil todos estes anos — falou, citando sua mãe. As informações são do jornal O GLOBO.

O evento foi realizado em São Paulo, organizado pelo Esfera Brasil e pelo Grupo Prerrogativas, e na lista de convidados havia cerca de 500 empresários, advogados e representantes de entidades da sociedade civil. Entre os empresários presentes, estão nomes como Joesley Batista, da JBS, Gustavo Pimenta, presidente da Vale, Marcos Almeida, da Brookfield, Sérgio Zimerman, da Petz, Gustavo Furtado, da Centauro, Diego Barreto, do iFood, Silvia Penna, da Uber.

O petista citou como crises seguintes a de 2008, que atingiu sobretudo os Estados Unidos, e a guerra do Irã, no mandato atual, que aumentou o preço do petróleo em todo o mundo, para ressaltar medidas que ele tomou para reduzir os impactos para a economia do país. Em seu discurso, ainda falou que sonha em ter “um país de classe média”, e que não se contenta “com um salário de R$ 2 mil”, acrescentando que é preciso ter “responsabilidade social junto com a responsabilidade fiscal”.

— E vocês empresários precisam entender que quanto mais eles ganharem, vocês vão ganhar mais. Nós, em apenas 12 anos, encontramos de volta 33 milhões de pessoas que estavam passando fome, ou seja, se a gente não tem responsabilidade social junto com a responsabilidade fiscal, a gente não resolve o problema do país. Então a gente tem que decidir que país que a gente quer, um país que seja governado apenas para 35% da população, ou para 100% da população. E vocês sabem quem são os candidatos e sabem quantos têm condição de governar esse país. Vocês estão olhando para o cara que governou o estado mais rico do país por 13 anos, e o presidente que já governou por 12 anos. Qual é a escolha? — indagou.

Em diversos momentos, o chefe do Executivo mencionou que o pleito deste ano não definirá apenas o novo governante, mas o tamanho da influência dos Estados Unidos no país.

— Eu quero dizer para vocês o que está em jogo: é se a gente vai querer fortalecer o regime democrático ou fazer a barbárie no nosso país — disse — É importante que vocês tenham seriedade. Ou vocês votam em alguém que quer ser brasileiro ou votam em alguém que vai beijar a bandeira americana todo dia. Faltam dez dias para vocês escolherem o que vocês querem, e vocês sabem o que pode acontecer nesse país, sabem que o Trump está fazendo aposta que ele vai ser dono da América Latina. E eu quero dizer que, enquanto eu for presidente, o dono disso aqui se chama povo brasileiro e ninguém vai interferir. Isso vale para os empresários brasileiros, porque um país que se preza tem uma indústria muito forte.

Antes do encontro, Lula assinou uma Medida Provisória (MP) para proibir as bets e sites de apostas no geral no Brasil. Além da MP, o presidente apresentará ao Congresso Nacional um projeto de lei para criminalizar as bets e seus operadores. A medida provisória tem vigência imediata e precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para seguir valendo. Já o projeto de lei só entra em vigor após ser avaliado pelos parlamentares.

Este foi o segundo encontro do presidente com empresários durante a campanha eleitoral. Em 31 de agosto, o petista recebeu um grupo de empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada, mas foi um encontro mais reservado, que reuniu 16 pessoas. Na ocasião, houve queixas dos participantes sobre a alta taxa de juros do país (hoje a Selic está em 13,75% ao ano) e sobre os gastos públicos.

Minerais críticos e taxas de juros
Alguns empresários se dirigiram a Lula e fizeram apelos de seus setores para o governo. O presidente da Vale falou da importância do Brasil explorar mais as terras raras, onde há minerais críticos que poderiam ajudar na “transição verde”, inclusive importante insumos que são essenciais para diversos segmentos no mundo inteiro.

— Uma reflexão que a gente tem feito na indústria é que a gente tem uma oportunidade única de liderar essa transição verde na oferta dos minerais críticos — disse.

Jorge Cury, presidente do Secovi-SP, entidade que representa o mercado imobiliário do estado, agradeceu ao presidente e à Caixa Econômica pelo aumento nos lançamentos de imóveis nos últimos anos, mas reclamou da taxa de juros, que impacta no valor dos financiamentos de imóveis. Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano.

— Eu pergunto se nós vamos ter ao longo desses próximos quatro anos alguma chance de reduzir os juros para permitir que a classe média possa ter acesso ao imóvel. O grande motor desse país foi sempre a classe média. E a gente precisa recuperar isso, eu sei do seu pragmatismo e sua sabedoria, vai achar o caminho para que a gente tenha uma redução de alguma maneira desses juros, fica o pedido — falou .

Nesta sexta, Lula estava acompanhado de vários integrantes do governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e os ministros Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Miriam Belchior (Casa Civil), Esther Dweck (Gestão e Inovação), além dos presidentes da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e do BNDES, Aloizio Mercadante. Os ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad (PT) e do Planejamento, Simone Tebet (PSB), também participaram.

Ministros acenam ao mercado
Integrantes do governo Lula reforçaram os resultados do governo na área econômica, e acenaram para os representantes de diversos segmentos em suas falas. Alckmin destacou feitos do governo e falou sobre “o que vem pela frente”, mencionando desafios do país como a energia para possibilidade o avanço da inteligência artificial e a reserva de “minerais raros estratégicos” para o carro elétrico e a energia eólica. Na sua fala, também se dirigiu a Bia Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e elogiou a atuação do tucano na economia.

— Temos desafios pela frente e oportunidades, com a (exploração na) Margem Equatorial, o Brasil já é o sétimo maior produtor do mundo de petróleo, e vamos avançar. Tem candidato querendo adiar a Reforma Tributária. Ela desonera a exportação, pode aumentar em 17% a exportação, então o nosso desafio é implementá-la já a partir de 1º de janeiro. Temos a questão fiscal. Precisamos unir os outros poderes. Não é possível salários de R$ 300 mil, R$ 400 mil, isso é pago pelos assalariados. Tem estado que um deputado tem 146 cargos comissionados. O Senado paga seguro-saúde a seus senadores, 46 vezes o que paga o SUS. Temos que nos indignar perante o que está errado, e o presidente Lula é o homem vocacionado para fazer o pacto entre Legislativo e Judiciário — falou.

O ministro da Fazenda Dario Durigan mencionou três desafios que o governo federal tem que enfrentar: segurança pública, institucionalidade e taxa de juros. Ele citou a Operação Carbono Oculto, realizada em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Receita Federal e outros órgãos, e cuja terceira fase foi deflagrada na última quinta-feira (24), mirando empresas que lavam dinheiro para o crime organizado no setor de combustíveis. Ele prometeu que, “para o futuro, a União vai entrar mais na segurança pública”, com a “inteligência financeira do Ministério da Fazenda” para “moralizar” o mercado de fundos e “alguns poucos integrantes do sistema financeiro”.

— Já o tema das contas públicas, é importante fazer uma distinção entre o que nós fizemos, que foi muito, e o que precisa ser feito. Quando a gente olha para o resultado do governo anterior, do que a gente pegou, tinha muita coisa errada — falou. — Não teve nenhum projeto enviado pelo governo e aprovado pelo Congresso sem a previsão de receita ou adequação orçamentária. Diferente do governo, que agora se diz liberal, fez no passado. As poucas medidas que foram aprovadas pelo Congresso (sem previsão orçamentária), nós fomos ao STF exigir a responsabilidade fiscal. A responsabilidade fiscal é do Executivo, mas também do Congresso e do Judiciário e, nesse precedente da desoneração da folha, o STF disse com todas as letras que o Congresso não pode aprovar medidas sem previsão orçamentária — falou.

Durigan disse que vai fazer “revisão periódica” de isenções fiscais para empresas, e “estabelecer um limite”. Já para os juros, admitiu que a taxa está alta, mas que essa mudança deve ser feita “de modo estruturado”

– Esse esforço envolve sim uma melhoria fiscal. O discurso fiscal tem que ser feito na política do dia a dia, com transparência e com espírito republicano e, com isso, vamos seguir numa trajetória de melhorar as contas públicas. Temos que seguir dando eficiência para o gasto público, isso tem que se intensificar. Dinheiro público tem que ser gasto com austeridade, temos que revisar política pública, que seja pago para quem precisa, e não para dar privilégio e penduricalho. Com justiça social e combate a privilégios — afirmou Durigan.

O ministro Márcio Elias Rosa destacou resultados do governo Lula na área econômica, especialmente no comércio internacional, afirmando que “o Brasil com protagonismo e não um mero coadjuvante no desenvolvimento”. Ele ainda lembrou da taxação que os Estados Unidos implementou sobre os produtos brasileiros.

— Frente ao tarifaço, o Brasil respondeu com o Brasil Soberano. Nós respondemos ao tarifaço com a diversificação do mercado e com a negociação, sem se afastar jamais dos interesses dos brasileiros – falou.

O presidente da Caixa, Carlos Vieira, ressaltou a importância do banco para a área imobiliária, com os financiamentos de imóveis, sobretudo no âmbito do Minha Casa Minha Vida. A presidente do Banco do Brasil, por sua vez, lembrou que foi a primeira mulher a presidir a instituição em mais de 200 anos, e comparou os créditos disponibilizados ao agronegócio do país pelo governo atual e pela gestão anterior, de Jair Bolsonaro (PL), por meio do Plano Safra, e falou das operações do banco voltadas para a indústria, sobretudo para aqueles que exportam, e endereçou indiretamente as preocupações do mercado com a responsabilidade fiscal do governo Lula.

— Voltamos a fazer o papel que um banco público precisava fazer. Em nenhum momento o desenvolvimento do pequeno empreendedor até a agroindústria, de uma pequena empresa até uma multinacional, deixou de ser feito. Há muito a ser feito, com responsabilidade. A gente entende que há questões a serem corrigidas e nós temos um presidente que sabe todos os números, de cada setor da economia brasileira, e que exige de nós o cuidado, carinho e a responsabilidade com a gestão das nossas empresas — falou Tarciana.

O advogado Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas, que ajudou a organizar o evento, fez um dos discursos mais duros contra Flávio Bolsonaro, chamou ele de “miliciano” e reconheceu que “muitas das pessoas da plateia têm diferenças” com Lula, mas disse que “não há no país nenhuma condição de ter um país seguro e previsível” se não for “pelas mãos desse homem”.

O que fazem deputado estadual, deputado federal e senador?

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