Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou
novas medidas de impacto social. Horas depois de confirmar um reajuste de 15%
no Bolsa Família, que elevará o piso para R$ 691 e o valor médio para R$ 777 a
partir de outubro, o chefe do Executivo prometeu a distribuição gratuita de
canetas emagrecedoras pelo SUS para pacientes com obesidade.
A promessa foi feita durante agenda em Montes Claros
(MG), com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Na ocasião, o
presidente classificou o medicamento como uma “caneta mágica”. “Essa tal dessa
canetinha que ele falou aí, a canetinha mágica. Essa canetinha vai ser
utilizada para cuidar, de graça, das pessoas que tenham obesidade, quando o
médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema, de se curar”, declarou
Lula.
O anúncio eleitoreiro acontece na reta final da campanha, em um momento de crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro e ameaça real à reeleição de Lula. A medida veio sem prazo de implementação, sem clareza sobre fontes de financiamento específicas e sem definição se a iniciativa sairá do papel ainda no atual mandato ou em um eventual quarto governo.
Mudança
de tom e contradições
A
promessa atual contrasta diretamente com declarações anteriores do próprio
presidente. Em março, Lula havia feito duras críticas à distribuição
indiscriminada de remédios de alto custo para perda de peso, ironizando na
ocasião que o Estado não poderia “dar de presente Ozempic” para quem não adota
hábitos saudáveis.
Na
época, o mandatário cobrou disciplina da população, afirmando que os pacientes
precisam “aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco” em vez de
depender apenas de medicações.
Impacto
fiscal e contexto eleitoral
O
anúncio das canetas emagrecedoras coroa um pacote de medidas de forte apelo
eleitoral divulgado no mesmo dia. O reajuste do Bolsa Família, que segundo o
Ministério do Planejamento e Orçamento custará R$ 5,8 bilhões aos cofres
públicos já neste ano e saltará para R$ 22 bilhões em 2027, foi defendido pela
pasta como viável dentro do espaço fiscal.
Com informações do UOL
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